quinta-feira, abril 05, 2007

Jardim Púbico




Quanto ao concerto foi bom, não há muito a dizer. Infelizmente há mais a dizer das situações colaterais

Estou abismado com todo o circo que envolveu os concertos dessa noite.

É escandaloso o amadorismo e paternalismo com que passados tantos anos destas organizações continua a pairar sobre as iniciativas e criadores em Évora

Mentalidade Tuga no seu melhor coroada com a frase “o senhor X é demasiado organizado”.

Só aqui é que alguém pode ser penalizado de ser organizado. A organização e o rigor só incomodam na inexistência do mesmo.

Basicamente para situar o leitor, os Houdini quando convidados para participar neste evento há alguns meses atrás apenas colocaram uma condição: tocar até às 23 horas. Duas condições mais eram o cachê e jantar (que não houve porque já não havia carne às 20h00, ao que a cozinheira respondeu: tivessem vindo mais cedo!!)

A condição das 23 horas não era inocente pois pretendíamos acautelar os abusos que grassam nestas maratonas de música.

Com meses de antecedência frisamos esse aspecto em todos os contactos efectuados ao que nunca nos foi dito que não, o que aceitaríamos se nos fosse comunicada tal impossibilidade.

Na véspera circula mail emitido pela entidade organizadora destinado a todas as bandas com os horários onde figuram a nossa entrada às 23h00 em palco

No dia do espectáculo é fornecida uma folha escrita à mão onde a nossa actuação figura à 1h00 da manhã

Perguntará o perplexo leitor qual é a parte escrita acima que não percebeu!!

É exactamente a mesma que nós não percebemos.

Mistério!! Alguma eminência parda que se ergueu de um dia para outro.

Na hora as hipóteses de resolução passam pelo sorteio da ordem de actuação até a um consenso a efectuar entre bandas.

É das coisas que mais incompreensão me faz na vida é as pessoas que tentam alterar regras a meio do jogo.

“31 de boca” e na hora ninguém se lembra do acordado, e a memória e a conveniência deturpam e toldam argumentações estéreis à nascença

Segredo para sobreviver em Portugal: ter tudo por escrito.
Depois de imprimidos os mails, contra factos não há argumentos, 23 HORAS lá escarrapachadas.

Lá levámos a nossa AVANTE por sermos “excessivamente organizados”, mas ainda passámos por maus da fita pois em Évora ainda incomoda um pouco ser profissional e não entender a cultura numa de migalhas para os putos e de paternalismo porreirista (para quando a abolição de termos bacocos como “Som J”??)

Os Gift que actuaram na véspera tocam o quê? Som Vintage?!

E é assim a frescura juvenil do Março em Évora, com ainda demasiados trejeitos geriátricos e com os olhos postos no passado do que seria desejável

Hugo

3 comentários:

Ricardo HB disse...

A mais pura das realidades... infelizmente :(
Inseri, para animar, duas fotos que ilustram alguns momentos mais bonitos :)

Anónimo disse...

Falta um "l" em "Público". No título.

V.

João Pedro disse...

Coincidência estranhíssima... assim fica "púbico"!
Opá, assim não pode ser, até parece que foi de propósito...